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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Um exemplo real

Acabei de ler no portal UOL que Barack Obama admitiu erro em duas nomeações feitas por ele para cargos de sua administração no governo.

Assumiu, em entrevistas a várias emissoras de televisão, seu erro e sua responsabilidade.

Considero esta uma grande notícia.
Talvez uma das melhores de todos os tempos.

Um presidente americano vir a público para dizer que errou é uma façanha extremamente corajosa e que mostra realmente a sua integridade e a vontade de ajudar a fazer um mundo diferente.

Não sei se é inédito, mas nunca vi político algum assumir erros.

Sempre há outros culpados e as circunstâncias são pouco esclarecidas, e quando algo vem à baila, é um festival de dissimulação constrangedora, porque pouco verossímil.

Um presidente com a carga que ele tem nas costas, a cobrança e patrulhamento que certamente terá, ter um ato dessa magnitude, provoca uma sensação de confiança surpreendente que talvez, através também da política todos possamos colaborar para a melhora de todos.

Se já é difícil assumir um erro para amigos ou esposas ou para quem quer que seja, imagine para o mundo e, principalmente para o povo que acabou de lhe dar um voto de esperança.

No emaranhado de notícias supérfluas, negativas e vazias que o dia-a-dia nos proporciona, essa merece uma pausa, uma respiração profunda e até, um sentimento de alegria.

Yes, ele pode mesmo!

http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2009/02/04/ult4909u7426.jhtm

Um comentário:

Filipe Freitas Rocha disse...

Carlota,

de fato, uma bela postagem esta sua. E uma tremenda sacada também. Invejo-o, no bom sentido, é claro. Isto é, se há bom sentido para esse sentimento mesquinho (ai, credo).

Parafraseando-o, digo que, em meio a tantas notícias supérfluas, negativas e vazias, temos as visões tapadas para uma notícia tão importante como essa. Confesso que, na semana do referido ocorrido, também vi a chamada na capa de diversos jornais e sites, mas acompanhei o caso a atenção rotineira, a mesma que dispensei, há poucos momentos à chamada que dizia: "Para o governo, crise é menor no país".

Penso que vemos tantas coisas, sobre todas as coisas, em todos os lugares e momentos, que, às vezes, passam-nos desapercebidos fatos dignos de nota. Como esse.

F.F.R.