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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Muito mato pra pouco grilo

Há muito ouro, muita cobiça
A boca seca pela sede de justiça

Há muita fome, há muito nome
É meio-dia e tá atacando o lobisomem

Há muita farsa, tem pouca graça
Breakfast de operário é cachaça

Há muito disso, muito daquilo
Tem muito mato pra muito pouco grilo

Há muita nota, pouco dinheiro
O dobro da metade é quase inteiro

Há muito corpo e pouca tanga
Tem muito galo soltando a sua franga

Há muita fé, muita esperança
Pouco cacique pra tanta pajelança

Há muito filme, muita novela
Tem até santo acendendo a sua vela

Há muita regra, muito partido
E o sono eterno do gigante adormecido

Um comentário:

Marcelo disse...

Nossa Carlão...Não conhecia a sua veia poética!!!
Gostei.
Abraços Cariocas...