"Para adornar-te, para vestir-te,para fazer-te mais preciosa, o mar dá as suas pérolas, a terra o seu ouro, os jardins as suas flores."
Rabindranath Tagore, que nasceu em um 06 de Maio.
Um laboratório para transformar carvão em diamante, lapidar a pedra bruta e "jornalistar" o mundo e a Vida. Opinar, compartilhar, relacionar e aprender. Samsara é um termo em sânscrito que pode ser definido como o mundo da impermanência, das mudanças ininterruptas, a roda de nascimentos e mortes dos ciclos reencarnatórios. Aconteceu em "Samsara", é notícia!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Humildade - Darcy Ribeiro
Do livro "O Melho do Roda Viva", organzado pelo Paulo Markun.
Entrevista com o Antropólogo e Professor Darcy Ribeiro, em 20/06/88.
Pergunta feita por Wiliam Waack, então no Jornal da Tarde:
- "O Senhor é descrito pelos seus amigos como megalomaníaco. Como um fabricante de sonhos. Como é que anda o seu ego, depois que o senhor perdeu uma eleição no Rio?".
Resposta de Darcy:
- "Meu querido! Eu estou querendo é ser elogiado, eu gosto que me elogiem. Cada um de vocês que quiser me elogiar, me elogie, porque eu preciso disso. Eu acho que é uma debilidade minha. Ao contrário de você, que não precisa de elogios, eu sou carente, eu preciso de amor, eu preciso de carinho, de elogios, e não poupem isso não, porque eu sou realmente carente. O que parece megalomania não é. É vontade de ser apoiado, ser compreendido. É carência. Eu sou um carente."
Entrevista com o Antropólogo e Professor Darcy Ribeiro, em 20/06/88.
Pergunta feita por Wiliam Waack, então no Jornal da Tarde:
- "O Senhor é descrito pelos seus amigos como megalomaníaco. Como um fabricante de sonhos. Como é que anda o seu ego, depois que o senhor perdeu uma eleição no Rio?".
Resposta de Darcy:
- "Meu querido! Eu estou querendo é ser elogiado, eu gosto que me elogiem. Cada um de vocês que quiser me elogiar, me elogie, porque eu preciso disso. Eu acho que é uma debilidade minha. Ao contrário de você, que não precisa de elogios, eu sou carente, eu preciso de amor, eu preciso de carinho, de elogios, e não poupem isso não, porque eu sou realmente carente. O que parece megalomania não é. É vontade de ser apoiado, ser compreendido. É carência. Eu sou um carente."
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Trabalho sobre o jornalismo da Rádio Jovem Pan
Vou colocar "os melhores momentos" do trabalho que desenvolvi sobre o Jornal da Manhã, programa jornalístico realizado pela Jovem Pan.
INTRODUÇÃO
“Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura.”
Fernando Pessoa
A megalópole paulistana já há muito deixou de ser uma aldeia.
Ou talvez seja, justamente, a conjunção de centenas, milhares de aldeias, cada uma com suas singularidades, mas que se pluralizam, devido aos seus inter-relacionamentos contínuos, de suas alegrias e agruras cotidianas.
Para enxergá-la bem, é preciso ter olhos que vejam o seu micro-cosmo – cada pequena aldeinha e cada indivíduo que a forma -, e igualmente, o todo e as suas associações contidas num espaço cada vez maior, o macro-cosmo.
Para enxergá-la bem mesmo, em seu interior e exterior, talvez seja preciso recorrer a outro de nossos sentidos, como a audição, o ouvir.
Escutá-la e trazer a sua miríade de vozes, consonantes ou dissonantes, mas sempre importantes, para quantos ouvidos puderem sintonizá-las.
Tecer assim, uma teia, onde conhecemos e somos conhecidos.
Conhecemos melhor, através da comunicação, a comum ação, nossa aldeia, nossa cidade, nosso mundo.
E por conhecê-lo melhor, podemos atuar nele aperfeiçoando pensamentos e atitudes, fazendo assim, de cada aldeia, de cada mundo, um lugar melhor.
O Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, atua como mediador entre o indivíduo, a sociedade e as administrações públicas.
É um espaço para o exercício da cidadania.
Contribui para um mundo melhor através do seu trabalho, sua missão de informar com credibilidade e prestar serviços à população, formando opinião com responsabilidade e discernimento.
Criando laços de parceria com o ouvinte, como a um amigo que se quer estar sempre junto, no trabalho, em casa, no trânsito, no passeio ou nos caminhos entre um e outro desses lugares.
Um trabalho árduo, de formiguinha muitas vezes, como um repórter atrás de uma notícia, ou de águia, como o helicóptero que sobrevoa a cidade em busca de uma visão maior para auxiliar aqueles que estão lá embaixo.
De acordar cedo e dormir tarde, ou, às vezes, nem dormir.
De se informar e se enriquecer cultural e intelectualmente, para estender automaticamente estes benefícios a quem (ouvinte) lhe concede o sagrado ato de lhe ouvir, de lhe confiar a sua atenção.
Trabalho de expor pontos de vista certos e equivocados, para discuti-los, debatê-los e crescer, às vezes com a razão, às vezes com a falta dela.
As várias vozes do Jornal da Manhã, cúmplices de momentos que ficarão marcados para sempre na história do mundo e na de cada um, acompanham milhares de paulistas, paulistanos e brasileiros há 38 anos.
Neste período, crianças tornaram-se adultos,
Filhos tornaram-se pais, alguns até avós...
Estados tornaram-se nações, e nações deixaram de existir;
Muros quedaram-se como em Berlim e levantaram-se como na fronteira de Israel com a Cisjordânia;
A moeda (símbolo da troca) trocou muitas vezes de nome em nosso país, que também trocou seus valores, principalmente através da liberdade de expressão e de imprensa;
Cantores e artistas encantaram e divertiram, ofertando ludicidade à dureza do dia-a-dia.
Medicamentos e tratamentos foram criados, quem sabe para aproveitarmos mais de toda essa ludicidade...
O Homem, que já havia pisado na Lua, teve que voltar seus olhos para seu próprio habitat e talvez tenha aprendido que o “grande passo para a humanidade” talvez seja cuidar melhor de sua própria casa antes de sair a visitar as alheias...
O Jornal da Manhã, de sua casa, a cidade de São Paulo, fala para cada vez mais pessoas no país e no mundo, pela comunicação através da Internet, a rede que faz o papel de interligar todos a tudo, o tempo todo, unindo continentes.
E a Jovem Pan, no matrimônio perfeito da tradição com a modernidade, vive junto essa união, exatamente do tamanho da sua altura, quase como uma “Jovem PanGeia”.
INTRODUÇÃO
“Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura.”
Fernando Pessoa
A megalópole paulistana já há muito deixou de ser uma aldeia.
Ou talvez seja, justamente, a conjunção de centenas, milhares de aldeias, cada uma com suas singularidades, mas que se pluralizam, devido aos seus inter-relacionamentos contínuos, de suas alegrias e agruras cotidianas.
Para enxergá-la bem, é preciso ter olhos que vejam o seu micro-cosmo – cada pequena aldeinha e cada indivíduo que a forma -, e igualmente, o todo e as suas associações contidas num espaço cada vez maior, o macro-cosmo.
Para enxergá-la bem mesmo, em seu interior e exterior, talvez seja preciso recorrer a outro de nossos sentidos, como a audição, o ouvir.
Escutá-la e trazer a sua miríade de vozes, consonantes ou dissonantes, mas sempre importantes, para quantos ouvidos puderem sintonizá-las.
Tecer assim, uma teia, onde conhecemos e somos conhecidos.
Conhecemos melhor, através da comunicação, a comum ação, nossa aldeia, nossa cidade, nosso mundo.
E por conhecê-lo melhor, podemos atuar nele aperfeiçoando pensamentos e atitudes, fazendo assim, de cada aldeia, de cada mundo, um lugar melhor.
O Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, atua como mediador entre o indivíduo, a sociedade e as administrações públicas.
É um espaço para o exercício da cidadania.
Contribui para um mundo melhor através do seu trabalho, sua missão de informar com credibilidade e prestar serviços à população, formando opinião com responsabilidade e discernimento.
Criando laços de parceria com o ouvinte, como a um amigo que se quer estar sempre junto, no trabalho, em casa, no trânsito, no passeio ou nos caminhos entre um e outro desses lugares.
Um trabalho árduo, de formiguinha muitas vezes, como um repórter atrás de uma notícia, ou de águia, como o helicóptero que sobrevoa a cidade em busca de uma visão maior para auxiliar aqueles que estão lá embaixo.
De acordar cedo e dormir tarde, ou, às vezes, nem dormir.
De se informar e se enriquecer cultural e intelectualmente, para estender automaticamente estes benefícios a quem (ouvinte) lhe concede o sagrado ato de lhe ouvir, de lhe confiar a sua atenção.
Trabalho de expor pontos de vista certos e equivocados, para discuti-los, debatê-los e crescer, às vezes com a razão, às vezes com a falta dela.
As várias vozes do Jornal da Manhã, cúmplices de momentos que ficarão marcados para sempre na história do mundo e na de cada um, acompanham milhares de paulistas, paulistanos e brasileiros há 38 anos.
Neste período, crianças tornaram-se adultos,
Filhos tornaram-se pais, alguns até avós...
Estados tornaram-se nações, e nações deixaram de existir;
Muros quedaram-se como em Berlim e levantaram-se como na fronteira de Israel com a Cisjordânia;
A moeda (símbolo da troca) trocou muitas vezes de nome em nosso país, que também trocou seus valores, principalmente através da liberdade de expressão e de imprensa;
Cantores e artistas encantaram e divertiram, ofertando ludicidade à dureza do dia-a-dia.
Medicamentos e tratamentos foram criados, quem sabe para aproveitarmos mais de toda essa ludicidade...
O Homem, que já havia pisado na Lua, teve que voltar seus olhos para seu próprio habitat e talvez tenha aprendido que o “grande passo para a humanidade” talvez seja cuidar melhor de sua própria casa antes de sair a visitar as alheias...
O Jornal da Manhã, de sua casa, a cidade de São Paulo, fala para cada vez mais pessoas no país e no mundo, pela comunicação através da Internet, a rede que faz o papel de interligar todos a tudo, o tempo todo, unindo continentes.
E a Jovem Pan, no matrimônio perfeito da tradição com a modernidade, vive junto essa união, exatamente do tamanho da sua altura, quase como uma “Jovem PanGeia”.
terça-feira, 4 de maio de 2010
03 de Maio – Dia Internacional da Liberdade de Imprensa
É claro que, devido a momentos sombrios da história humana, quando o natural direito de se comunicar esteve cerceado, 03 de maio é uma data a ser muito comemorada.
Mas também não deixa de ser incrível que tenhamos que festejar algo tão intrínseco e inerente a todo ser humano: a capacidade de pensar, sentir e expressar individualmente sua impressão do mundo e da vida, assim como não precisamos celebrar o ar, a chuva ou os raios do sol, fenômenos que, às vezes nem notamos, de tão frequentes e naturais.
Teorias de conspirações à parte, por mais que hoje tenhamos um sem número de interesses políticos e/ou comerciais sempre a espreita, quando não no interior de todo o panteão jornalístico, é inegável que vivemos em um tempo em que exercemos de maneira efetiva, nossa liberdade de expressão.
A ponto de parecer absurdamente esdrúxula a ideia de não tê-la.
Como alguém pode pensar em proibir outro alguém de falar, de cantar, de compor, de dançar, etc.?
Como alguém pode prender, torturar e até matar, extinguir da existência, um outro alguém porque este pensa diferente do status quo, e comunica essa diferença àqueles que também são diferentes já em seu íntimo e por isso o ouvem, o leem, o assistem?
Em nome do que?
Do poder?
Do dinheiro?
É como se a Idade Média, conhecida como Idade das Trevas, se manifestasse em outras épocas, além daquela em que recebeu a referida alcunha.
A Ditadura brasileira (e outras mundo afora) foi uma dessas manifestações.
A Censura foi uma forma de escuridão.
Coincidentemente – a não ser que tenha sido obra de algum jornalista extremamente ardiloso -, no dia 03 de maio também comemora-se o Dia Internacional do Sol, o doador máximo da Luz.
Sim, não é maluquice de algum político brasileiro qualquer que não tenha trabalho melhor a fazer.
É data internacional, como disse uma amiga, porque nasce pra todos...
Que o Sol da Liberdade então, ilumine a todos, inclusive, a Imprensa.
Mas também não deixa de ser incrível que tenhamos que festejar algo tão intrínseco e inerente a todo ser humano: a capacidade de pensar, sentir e expressar individualmente sua impressão do mundo e da vida, assim como não precisamos celebrar o ar, a chuva ou os raios do sol, fenômenos que, às vezes nem notamos, de tão frequentes e naturais.
Teorias de conspirações à parte, por mais que hoje tenhamos um sem número de interesses políticos e/ou comerciais sempre a espreita, quando não no interior de todo o panteão jornalístico, é inegável que vivemos em um tempo em que exercemos de maneira efetiva, nossa liberdade de expressão.
A ponto de parecer absurdamente esdrúxula a ideia de não tê-la.
Como alguém pode pensar em proibir outro alguém de falar, de cantar, de compor, de dançar, etc.?
Como alguém pode prender, torturar e até matar, extinguir da existência, um outro alguém porque este pensa diferente do status quo, e comunica essa diferença àqueles que também são diferentes já em seu íntimo e por isso o ouvem, o leem, o assistem?
Em nome do que?
Do poder?
Do dinheiro?
É como se a Idade Média, conhecida como Idade das Trevas, se manifestasse em outras épocas, além daquela em que recebeu a referida alcunha.
A Ditadura brasileira (e outras mundo afora) foi uma dessas manifestações.
A Censura foi uma forma de escuridão.
Coincidentemente – a não ser que tenha sido obra de algum jornalista extremamente ardiloso -, no dia 03 de maio também comemora-se o Dia Internacional do Sol, o doador máximo da Luz.
Sim, não é maluquice de algum político brasileiro qualquer que não tenha trabalho melhor a fazer.
É data internacional, como disse uma amiga, porque nasce pra todos...
Que o Sol da Liberdade então, ilumine a todos, inclusive, a Imprensa.
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